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Cappelli propõe agência de desenvolvimento e diz que BRB será “banco do povo” no DF

  • há 2 dias
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O candidato do PSB ao Governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, defendeu nesta quinta-feira,3, a criação de uma agência de desenvolvimento para o DF e uma mudança na política de crédito do Banco de Brasília (BRB), com prioridade para micro, pequenos e médios empresários.


As propostas foram apresentadas durante a rodada do Diálogos com o Setor Produtivo, promovida pela Fecomércio-DF em conjunto com Fibra, Fape-DF, CDL-DF, Sebrae-DF, Fenatac e Faci-DF.


Ao tratar do acesso ao crédito, Cappelli criticou a atual atuação do BRB e afirmou que pretende reposicionar o banco como instrumento de desenvolvimento econômico da capital.


“O BRB empresta para os grandes, empresta para banqueiro que está preso, mas você que tem um salão de beleza, uma padaria ou um pequeno negócio não consegue empréstimo. No meu governo, isso vai mudar. O BRB vai virar o banco do povo e do desenvolvimento do Distrito Federal”, afirmou.


Segundo Cappelli, micro e pequenos empresários enfrentam dificuldades para financiar seus negócios mesmo apresentando bom histórico de pagamento.


“Precisamos ter crédito barato para o pequeno, para o médio e para o microempreendedor. Os pequenos são bons pagadores. Hoje, porém, são justamente eles que têm dificuldade de acesso ao crédito”, disse.


Durante a sabatina, Cappelli também assumiu o compromisso de criar uma Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal, proposta discutida com representantes da Fibra. Segundo ele, a estrutura deverá ajudar a organizar uma estratégia de longo prazo para diversificar a economia local.


“Nós precisamos estruturar um novo vetor de desenvolvimento para a cidade, baseado em inovação, tecnologia e sustentabilidade. "O Distrito Federal tem tudo para virar um hub nacional de inovação”, afirmou.


O candidato também colocou infraestrutura e desburocratização entre as prioridades para estimular novos investimentos. Ele citou problemas de trânsito, infraestrutura rodoviária e fornecimento de energia em áreas industriais, como o Polo JK, em Santa Maria.


“As empresas instaladas no Polo JK reclamam todos os dias da dificuldade de ter energia adequada. Nós precisamos melhorar a infraestrutura e dar um choque de gestão no governo”, disse.


Cappelli afirmou ainda que pretende rever procedimentos administrativos que, segundo ele, dificultam a abertura e a expansão de empresas nas regiões administrativas.


“Não é possível um empresário não conseguir abrir um negócio porque o administrador da cidade impede. Nós temos que tirar os donos das cidades, explodir a burocracia, fornecer infraestrutura e garantir crédito para quem produz e gera emprego”, afirmou.

 
 

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